De volta às competições em solo brasileiro, Henrique Avancini (Localiza Meoo Swift Pro Cycling) estreou na temporada nacional de forma contundente: venceu a UCI Gravel World Series Brazil, em Camboriú (SC), na segunda edição de uma prova que já se consolida como o principal evento de gravel das Américas no calendário UCI. Depois de quase três anos desde sua aposentadoria do mountain bike, o bicampeão mundial da modalidade retorna às estradas de terra em um formato diferente — o gravel, que mistura a velocidade e a dinâmica do asfalto com trechos técnicos, pesados e imprevisíveis fora de estrada.

Realizada no domingo (8 de março), a prova reuniu mais de 400 ciclistas de todas as regiões do Brasil e de 10 países, abrindo oficialmente o calendário do circuito mundial de gravel da UCI nas Américas. A organização, assinada pela Riders Sports, ofereceu dois percursos: o Granfondo (113 km e 1.778 m de ascensão, com 90% em pavimento gravel) e o Mediofondo (69 km e 1.117 m de altimetria). O diretor de prova André Gohr destacou que o traçado longo é tecnicamente rápido, mas exige atenção especial à hidratação: "A chave é saber dosar a energia para não faltar."

A participação de Avancini teve um ingrediente extra. A SWIFT fez o que sempre fez: desenvolver produto dentro da corrida, no mais alto nível. O atleta competiu testando uma nova plataforma de gravel em condição real de competição — primeira prova, nível UCI, vitória. A bike ainda está em desenvolvimento e seguirá sendo testada e evoluída ao longo da temporada.
Para Juliano Salvadori, Head do UCI Gravel World Series, a presença do atleta representa uma virada de chave para a modalidade no Brasil:
"A modalidade está ganhando importância no mundo e, na Europa e nos Estados Unidos, os eventos de gravel já superam em número de inscritos as corridas de estrada e granfondos."
Em Camboriú, esse cenário ficou evidente: estrutura, público diverso, representação internacional e um percurso desenhado para alto rendimento.

Na Elite Masculina, Avancini assumiu o controle da prova ainda nos primeiros 20 km e não cedeu a liderança até a linha de chegada. O brasileiro completou os 115 km e 1.800 m de altimetria em 3h27min21s, abrindo mais de 12 minutos de vantagem sobre os demais competidores. A performance ganhou ainda mais relevância pelo contexto: dias antes, Avancini havia encerrado sua participação no Tour de Ruanda — oito etapas em terreno africano — na 8ª colocação geral.
O próprio atleta reconheceu a incerteza que carregava na largada: "Como corri oito etapas em Ruanda, eu não sabia como meu corpo responderia. Ataquei bem cedo, logo depois dos primeiros 20 km, e mantive o ritmo até o fim, mas sofri na última hora. Foi um dia solitário para mim, mas muito positivo e especial."

Com a vitória, o atleta garantiu a classificação para o Campeonato Mundial de Gravel da UCI e confirmou presença no evento, com o benefício de largar nas primeiras filas por ser vencedor de etapa. Sobre os próximos passos, Avancini foi direto: "Eu ainda vou correr algumas etapas da UCI Gravel World Series e vou me preparar da melhor maneira possível para o Mundial. O gravel é uma modalidade muito bacana para competir, envolvendo tática e resistência, e a prova tem uma atmosfera amistosa e festiva."

Acompanhe as próximas etapas e os bastidores da temporada nos canais oficiais da marca e do atleta.
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