No dia 25 de março, a SENSE Henrique Avancini Racing apresentou oficialmente sua equipe de mountain bike para a temporada 2026. O lançamento marca o início de uma nova fase para um projeto que, ao longo de mais de uma década, construiu uma trajetória de referência em alto rendimento dentro do MTB brasileiro.

Depois de anos consolidando uma identidade forte no mountain bike, 2026 surge como um ponto de virada.
"Em 2026, sentimos que estava na hora de fazer algo diferente; e para isso reuni os dois atletas mais experientes que já passaram pelo Henrique Avancini Racing numa proposta nova para competir em duas equipes e duas modalidades diferentes; Tendo como objetivo a análise e a comunicação de toda essa experiência" - diz Henrique Avancini, bicampeão mundial de mountain bike.
. 
Edson Rezende e Wolfgang Olsen, respectivamente.
A ideia é ampliar o entendimento sobre como corpo, equipamento e estratégia respondem a contextos distintos de corrida, e transformar isso em conteúdo, aprendizado e evolução dentro do projeto.
Uma identidade que sai da camisa e ganha forma na bike
A nova fase da equipe também se materializa na bike. A Invictus da SENSE Henrique Avancini Racing foi customizada a partir de uma identidade visual que começa no corpo e se expande para a máquina: nasce na camisa e ganha forma no quadro.

O resultado é uma bicicleta que traduz movimento, transformação e intenção. Mais do que estética, a proposta visual aponta para inovação, risco e visão de futuro — como um sistema vivo que se ajusta à medida que avança, exatamente como acontece dentro do pelotão: testar, evoluir, corrigir, seguir.

O modelo utilizado pelos atletas conta com a geometria da Invictus Evo, evoluída com transmissão XTR, reforçando uma montagem voltada para alto desempenho e resposta precisa em condições exigentes de prova.

Estreia da temporada no XCM da Internacional Estrada Real
“A gente gosta de um bom desafio”, resume Edson Rezende.
“O formato é diferente e isso me anima”, completa Wolfgang Olsen.
A primeira prova da temporada aconteceu no XCM da Internacional Estrada Real Avelar Sports, em Congonhas (MG), e já colocou em xeque toda a preparação feita até aqui.
Em uma corrida exigente, onde estratégia e leitura de prova foram determinantes do início ao fim, a equipe abriu o calendário com Edson Rezende em 4º lugar e Wolfgang Olsen em 7º.

A Internacional Estrada Real chega ao seu oitavo ano fortalecendo sua posição dentro do calendário nacional e ampliando sua ambição de se tornar uma das principais corridas de bicicleta do mundo. Além da estrutura de prova, o evento se destaca por ser a única corrida de mountain bike das Américas com transmissão ao vivo ao longo de todo o percurso, uma iniciativa liderada pela própria Avelar Sports, que segue investindo em estrutura inédita para o esporte e em novas possibilidades de cobertura ao vivo.
Dois atletas, duas leituras de prova
Para Edson Rezende, a preparação para esta temporada passou por mudanças importantes, especialmente em estrutura e volume de treino. O desafio esteve em adaptar os estímulos entre o ciclismo de estrada e o mountain bike, entendendo as demandas particulares de cada modalidade.
Segundo o atleta, o MTB exige muito mais explosões, picos de aceleração e atenção constante: qualquer queda de ritmo pode custar caro. Já na estrada, por se tratar de provas mais longas, existe maior margem para gestão de esforço e recuperação dentro da própria corrida. Essa alternância entre modalidades ajudou a ampliar a percepção sobre como o corpo responde a cada terreno e estilo de prova — algo que, segundo ele, conseguiu experimentar bem nessa estreia.
Wolfgang Olsen também destacou a especificidade do trabalho feito na pré-temporada. A preparação foi centrada em esforços prolongados, variando entre subidas e descidas, sempre com atenção à manutenção de torque nos pedais. Segundo ele, uma das vantagens sentidas na prova veio justamente da capacidade de encaixar melhor o ritmo após os trechos de subida.
Na avaliação do atleta, o ciclismo de estrada agregou muito nesse aspecto, permitindo uma sustentação de esforço que antes, treinando apenas MTB, ele não percebia da mesma forma. Em Congonhas, essa leitura se refletiu em uma prova sólida, quase como um contrarrelógio individual: atacando nas subidas, sustentando no plano e abrindo vantagem até cruzar a linha de chegada na 7ª colocação.
O começo de uma nova experiência
Mais do que o lançamento de uma equipe, o projeto 2026 da SENSE Henrique Avancini Racing começa com uma proposta de observação, troca e construção. O desafio está justamente em habitar diferentes terrenos, experimentar novas dinâmicas e transformar essa vivência em repertório técnico e humano.

A estreia em Congonhas indicou que esse caminho já começou de forma competitiva. Agora, o foco está em seguir desenvolvendo o projeto ao longo da temporada, entendendo como cada prova pode contribuir para ampliar o alcance, a consistência e a profundidade da experiência.
Acompanhe os próximos capítulos da temporada nos canais oficiais da equipe.
______
